Por volta de meia-noite saímos de Porto Alegre, chegando em São Paulo pouco depois. A empresa que nos vendeu a passagem de SP até Roma dizia que o segundo embarque era às 5:25h. Por falta do que fazer, fomos mais cedo fazer o check-in (bem mais cedo), e acabamos descobrindo que o horário certo era às 3h. Por muito pouco a eurotrip não terminou em São Paulo mesmo.
Mas tudo deu certo, e após dez horas de viagem (com direito a computador de bordo com games, um mapa interativo e um cobertorzinho de lã), chegamos na maravilhosa cidade de Roma, mas somente em escala, ou seja, ainda vos escrevo do aeroporto, enquanto a companhia brinca de mudar o portão do voo para Madri a cada meia hora. O aeroporto Fiumicino de Roma é bonito, muito bonito. Mas é absolutamente complicado se achar dentro dele. Quando descemos, não havia ninguém para nos indicar o caminho, e tampouco era este fácil de se deduzir, tendo dois corredores opostos com os mesmos dizeres em cima. Dei uma volta longa atrás do portão D5, mas só achava G. O mapa também era muito pouco claro. Vi uma moça da companhia que voamos passando muito rápido e passei a segui-la pedindo por informação. Notei que estava sendo ignorado e insisti em voz alta, até que ela, sem parar de andar, respondeu-me em um inglês com sotaque de Super Mário: "sinto muito, eu estou com pressa, não posso falar". Confesso que gostei de ser cortado ridiculamente por essa descendente de César. Voltei um pouco mais feliz ao ponto em que estávamos, até que percebemos, muito tempo depois, que os metrôs do corredor atrás de nós poderiam ser úteis.
Quando chegamos no portão D5, aguardamos até trocarem para D6, e aparentemente trocariam de novo, mas por alguma razão ainda apostamos no D6. Tem gente de todo lugar do mundo, mas o que mais me chamou a atenção foi uma família de brasileiros, cujos filhos ficavam brigando em voz alta e a mãe e o pai não faziam muito para intervir. A nacionalidade deve ser coincidência.
Para fazer uma ligação à mama mia, tentei trocar 10 euros numa loja de chocolates. A moça, contrariada, me deu uma nota de 5 e mais cinco moedas de 1 euro, balbuciando algumas palavras brabas em italiano, mas sinto que foi só por vício. Liguei para a minha mãe por 3 euros achando tudo muito barato, uma vez que a máquina não me pediu para inserir mais moedas. Ao fim de dois minutos, a ligação caiu para sempre. Foi nessa hora que realizei que havia gastado quase 10 reais, mas pelo menos comuniquei-me com o novo mundo.
As pessoas na Itália são sim meio estressadas, mas... ainda assim, mesmo dentro do aeroporto, essa bota tem o seu charme.
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